Parece brincadeira

Setembro 4, 2008 at 4:48 pm (desenvolvimento de jogos, jogos, pirataria) (, , , , , )

Não tenho estado nos meu melhores dias desde que li isso.

Contextualizando vocês: na Giudecca nós começamos um novo projeto, depois de abandonar o primeiro por várias razões, e estamos tentando aplicar um método de gerência diferente, onde todo mundo vai trabalhar um pouco mais. Estive pesquisando muito sobre as viradas que o mercado está dando e como poderíamos criar alguma coisa legal para nós e para o público quando me deparei com a notícia.

Eu tenho acompanhado a luta quase que épica do mercado de jogos no Brasil, tentando se levantar com bases fortes e tomar seu merecido espaço. Mas, por mais que essa luta tenha se tornado mais equilibrada com o “boom casual”, agora me sinto como uma criança que acabou de ganhar um monte de roupas no aniversário (acho que todo mundo entende essa dor).

Eu estava pensando em como temos que nos esgueirar pelas brechas de tempo entre universidade, compromissos e desenvolvimento, em como tentamos superar a falta de apoio e de compromisso até mesmo dentro dos grupos de desenvolvimento. Isso não é motivo suficiente par nos fazer parar, mas uma notícia onde um CEO de uma divisão da maior empresa do ramo (IMHO) fala que tenta investir no país mas é parado por falta de vontade política, é de tirar o chão.

É claro que a entrada de empresas grandes no país não é a solução para o problema, mas é um passo a frente.

Olhando pelo lado da pirataria:

Como otimista e ainda suficientemente crédulo no povo brasileiro, gosto de pensar que uma grande baixa de preços dos produtos originais irá fazer com que a compra de produtos piratas diminua drasticamente.

Se a pirataria aumenta e financia a criminalidade, meus queridos governantes, VOCÊS, com suas taxas ridículas e impostos “over the edge”, aumentam e estimulam práticas como essa.

Não gosto de pirataria e já escutei N^100 argumentos prós e contras para tomar esse partido, mas não podemos tratar esse problema somente fazendo campanha de conscientização. Arranjos têm que ser feitos e motivos têm que ser dados antes que a consciência apareça, ou seja, parem de encher os bolsos de dinheiro e tenham visão de futuro pelo menos uma vez na vida.

Existe outro ponto de vista que vale a pena ser citado:

A entrada de empresas grandes gera emprego, a geração de empregos demanda capacitação, a demanda pressiona as instituições de ensino.

Se na atual situação já existem faculdades investindo na indústria de jogos, imagine as possibilidades se um mercado promissor se mostrar mais próximo que nunca? Creio que nosso esforço se tornaría, no mínimo, mais recompensador.

Vou parar por aqui antes que sua paciência acabe e sobre texto.

Espero ter pelo menos jogado minhas idéias em ordem xD Abraço!

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